30 setembro 2010


Isto comprova silenciosamente


Aponte uma arma para minha cabeça,
e atire, atire!
Mas antes me explique: por que eu
não sou normal?

Me desafie e me tire dessa alucinação.
Me responsabilize ou não.
Apenas tire esse silêncio duvidoso
de negociação.

Pois entre os espaços ocultos
da minha mente se estende
perguntas e respostas hipotéticas.
Esse silêncio está comprovando as piores delas.

O tempo passa.
O absurdo silêncio se intensifica,
comprovando silenciosamente questionamentos
ocultos.

Existem respostas silenciosas para
questões obvias?

Alice Rachel


ADEUS...

Simplesmente adeus...
...porque eu estou chorando.
...porque eu estou suando.
...porque eu estou sob pressão.
... porque me disseram
que eu não sou mais necessária aqui.

Eu aprendi a dizer adeus.
Eu aprendi a dizer que tudo está bem.
Porque eu entendo que vivemos numa luta.
Temos que dar sempre o nosso melhor.
Por isso adeus,
pois eu compreendo
que estou morrendo em vão.

Alice Rachel


29 setembro 2010



...Nada...

Eu já esperava por um nada.
Mas mesmo assim 'um nada'
chega a ser muito ignorante e
indiferente.

...nada...

Pior do que um "cale-se"
chega a ser 'um nada'.
Há algum sentimento em "cale-se",
mas nenhum em 'um nada'.

...um nada...
Me corta mais que tudo.
Esse silêncio perante minhas palavras,
me entristece.

Porém esse "nada",
apenas deixa claro que
quem ama não se esquece, e
quem nunca amou, permanece calado.

Porém sei da comodidade
que há em 'um nada',
e já que preferes assim,
terminaremos em silêncio.

Alice Rachel

27 setembro 2010

Boneca Estúpida

Ela se tornou o brinquedo que perdeu a graça.
A rosa que escureceu.
Mas não pense que ela abaixará a cabeça.
Ela apodrece aos poucos suas memória,
sussurrando: Foda-se.

Escrevendo versos sobre um sentimento morto,
ninguém disse à ela que
há coisas que jamais ressucitam.
Seus olhos continuam brilhantes,
lágrimas de vidro cortam seu rosto.

E ela costura os próprios passos,
pois entende que não será aceita.
Porém ela não diz que odeia,
pois o ódio apenas prova a existência
de algo fútil.

E assim existe a boneca estúpida,
"existe" porque não há vida.
"estúpida"porque um dia pensou
que possuia essência.
Alice Rachel (Bruna Almeida)

Boneca estúpida


Ela se tornou o brinquedo que perdeu a graça.

A rosa que escureceu.

Mas não pense que ela abaixará a cabeça.

Ela apodrece aos poucos suas memórias,

sussurrando: Foda-se.

Escrevendo versos sobre um sentimento morto,

ninguém disse à ela ainda que

há coisas que jamais ressuscitam.

Seus olhos continuam brilhantes,

lágrimas de vidro cortam seus rosto.

E ela costura os próprios passos

pois entende que não será aceita.

Porém ela não diz que odeia,

pois o ódio apenas prova a existência

de algo fútil.

E assim existe a boneca estúpida,

"existe" porque não há vida.

"estúpida" porque um dia pensou

que possuia essência.

Alice Rachel

26 setembro 2010


Uma cena

Nem sempre podemos concertar as coisas.
Nem sempre aquilo que queremos acontece.
Eu estive esperando por um momento,
eu estive esperando...

E a cena que presencio não é a que esperava ver.
Mas nem sempre aquilo que queremos acontece.
Eu estive esperando, talvez pelo golpe final...
eu devia saber que não te teria novamente.

Eu estava esperando... talvez pelo golpe final...

Alice Rachel

22 setembro 2010



"Nossa maior fraqueza está em desistir.

O caminho mais certo de vencer é tentar, e tentar mais uma vez.

Desistir dos sonhos é abrir mão da felicidade, porque quem não persegue seus objetivos está condenado a fracassar todas as vezes que tentar.

Nunca desistir pode não ser o caminho mais fácil, mas certamente é o que nos leva mais longe."

(autor desconhecido)